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#NãoCoChile - Chegando no Uruguai!

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Fomos chegando na Fronteira do Uruguai e o Zé foi ficando eufórico e a cada km rodado ele nos contava uma história do local.

Atualmente ele mora na Punta del Diablo, uma das primeiras praias do litoral Uruguaiana. Segundo ele, pouco mais de mil pessoas vivem no povoado, sendo que no verão chegam a quase 20 mil visitantes.  Esta história de como o povoado se comporta teremos que esperar para saber até a próxima carona.

Estamos a caminho do Chile, nosso objetivo final, e ainda nas conversas lembramos do Zé e sua "motinha na sala da baia".

Voltando para dentro do carro o cheiro não estava nada bom, estávamos achando que o Arame estava mais uma vez liberando gases obsoletos. Para nossa felicidade não era, os gases estavam vindo da bateria que ferveu por causa do alternador que tinha energia de sobra.

Ficamos esperando o carro ficar pronto quase 10 horas e não perdemos o bom humor e a positividade de que tudo daria certo.
Com esta pausa pudemos nos organizar e "planejar" o restante da viagem, uma vez que nossa vida financeira acabara de sofrer uma baixa.

Já com o horário avançado pegamos a estrada anoitecendo e tivemos que trocar o horário do Buquebus, balsa que liga o Uruguai a Buenos Aires (Nosso próximo destino). Tínhamos que rodar 800 km para chegar até as 3 hs da manhã e não perder a travassia. Para isso, fomos revezando a direção para não perder o ritmo da viagem. Depois de largar meu turno, fui acordado pelo Creke e o Arame fazendo coreografia de forró risca faca, não achei nada ruim, afinal de contas estavam acordados.

Da maneira que chegamos no Porto de Colônia, no Uruguai, foi cada um para um lado para arrumar um lugar para dormir. Eu e o Ban avistamos de longe o chão liso, brilhoso, perfeito para uma linha em nossos sonhos.

Já dentro do saco de dormir, no início da linha mental, fui despertado pela segurança do Porto dizendo gentilmente que não podia dormir ali, pois não era bom para a imagem do Porto. Enquanto isso o Creke e o Arame já dormiam dentro do carro do jeito que estacionaram. Também o forró foi pesado.

Eu e o Ban corremos para perto do carro e improvisamos. Ele foi para calçada, logo na frente do carro, e eu me joguei para de baixo da Land e só despertei quando o Creke disse que estava na hora de embarcar.

Ja estacionando dentro da balsa o chão foi mais uma vez nossa casa.

 

 

Do mar para Terra (Buenos Aires):

Desembarcamos em Buenos Aires e na aduana foi tranquilo, pois as documentações estavam tudo ok. Para entrar no país com carro e moto é necessário ter o seguro carta verde, um seguro obrigatório.

Ainda no Uruguai, enquanto checávamos nossas finanças, vimos que no ritmo dos gastos que vínhamos não daria para terminar a viagem. Ainda não terminamos!

Como um milagre, nosso amigo German "Teta", disse que tinha um apartamento vazio 0 km que podíamos ficar quantos dias fosse preciso.  O alívio foi imediato!  Quando estamos no caminho do bem, tudo próspera!

Ainda no Puerto Madero, pico turístico e "skatavel", foi hora de tomar a primeira multa. Trocamos dinheiro as pressas com o taxista para poder pagar os pedágios até o município de Quilmes, onde seria nossa casa durante a próxima semana. Adivinha?! Pagamos muito caro no peso argentino.

A vida segue e a quilometragem gira a cada segundo.

Despertamos o German em sua casa as 8 da manhã, ele tinha recém chegado de Florianópolis. A vergonha bateu ao mesmo tempo que vi sua cara de cansaço pós viagem. Já dentro de sua casa, a vergonha foi embora ao sentir o clima verdadeiro de hospitalidade.

Um detalhe: A chuva vem nos acompanhando desde São Paulo. Em Quilmes não foi diferente. Tiramos o dia para descansar e dormir um pouco para recarregar tudo literalmente.

Swell tubular em Quilmes:

No dia seguinte havíamos marcado com nosso "Papa" ou "teta" para andar nos full pipes. É plural. São mais de 20 tubos juntos de vários diâmetros e extensões. Nunca tinha indo andar em algo tão clássico assim em sessões de tubos.

No Brasil quando estou nas estradas fico de olhos abertos a procura de tubos e aqui nem conseguimos andar em todos, kkkkk
Quem espera sempre alcança!!!

Depois de mais de 4 horas de role fomos nos encontrar com o Teta no seu trabalho, fomos recepcionados com uma subida rápida de empilhadeira de mais ou menos 8 metros de altura. Não imaginávamos que era tão alto. Fomos segurando um no outro para não cair.

Logo em seguida, comentamos sobre um triciclo estacionado que era muito massa. Teta ligou e o bicho e saiu empinando, fez a volta e foi na direção do Ban fazendo um zerinho na frente dele, tipo piloto de fuga, hahaha.

Hora de relaxar e comer um "fidel", aqui vulgo macarrão que tem nos alimentado dia sim e outro também.

Nosso anfitrião nos levou para conhecer a Madureira e disse que muitos skatistas já montaram obstáculos por lá. Achamos um botijão de gás hélio e começamos a tragar para falar com voz diferente, aí foi só risadas.

De noite nos juntamos com a galera local para confraternizar e comer um típico assado argentino.

 

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Leia a matéria original na Cemporcento.

 

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